"Prepare a avenida...

Postado por Tatiana Rodrigues | sexta-feira, janeiro 25, 2008 | 0 comentários »

que a gente vai passar.."

Começa o tempo de folia
das cores e da mistura de tribos
Onde nada é o que parece ser.
Quando uns se perdem e muitos se encontram.
Quando há libertação de pudores
e personalidades encobertas por máscaras e fantasias.
É tempo de serpentinas, bailarinas e pierrôs
É tempo de carnaval.


Carnaval - Nação Zumbi

Já apertaram o botão da folia
Terreno de alegoria maior
E as avenidas já fervendo suadas
Que gigante tentação enfeitada
Multi-cor/ Ultra-som
Multi-cor/ Ultra-som
Carnaval vem sempre
Vai tremer a terra
Pra tremer a terra
Carnaval vem sempre
E no meio de tudo
Seu pecado lhe encontra
Solto na buraqueira Olinda-Recife
De ponte pula
Sobe e desce ladeira
Sem cair/ mestre-chão
Sem cair/ mestre-chão

Começo do fim

Postado por Tatiana Rodrigues | domingo, janeiro 06, 2008 | 2 comentários »


Mais um ano inicia-se, mais um ciclo de promessas, desejos e expectativas.

Anseios por mudanças, sonhos renovados e a inquietude de quem espera o novo.

A "nova era" que se recicla a cada final de um ano. Mais 365 dias para a evoluçao interior de cada um. E esse ano em especial, um brinde: um dia a mais para se fazer história.

E como é de prache, primeira semana do ano é pra se fazer a famosa listinha, que após um mês é esquecida (muitas vezes propositalmente). Mas pra não fugir à regra, vamos a ela:


2008 - pra mim já começa sendo um ano de reais e significativas mudanças.
Agora uma universitária que espera amar a profissão que escolheu e que honre essa escolha.
Que deseja aprender em 4 anos o que muitos levam uma vida inteira.
Que quer evoluir e ter uma outra visão do mundo e da vida.
em 2008 quero chorar menos, me arrepender mesmo, perder menos tempo.
Não que tenha acontecido muito em 2007, mas reduzir certas coisas sempre é bom.
Em 2008 quero viver mais, sonhar e realizar mais, bjar e amar mais!
Boas vibrações, energias positivas e paz!
"e força pra perceber que a estrada vai além do que se vê"

Lágrimas e chuvas

Postado por Tatiana Rodrigues | sexta-feira, dezembro 21, 2007 | 1 comentários »

Chuva cai
Lava a rua, molha a cidade,
só não lava a minha alma,
não purifica meu corpo e nem leva minhas angústias na enxurrada.
Faz a alegria da graminha verde no jardim, mas não carrega consigo minhas tristezas.
Minhas lágrimas não ganham dimensão diante de tantas gotas juntas caídas das nuvens,
mas o cinza do dia realça tão bem com esse meu decadente estado.
Estado líquido, água, chuva.
Estado gasoso, e tudo de novoo..
Estado do vazio, do arrependimento.
Inconstâncias.
Como o tempo, como eu mesma.
Sol e chuva, sorrisos e lágrimas.
No momento mais lágrimas que sol, ou seria mais chuvas que sorrisos?
Só sei que sei o que me trará a luz, o calor.
O seu calor.
E é essa falta que me perturba.
Mas um dia o sol virá, eu sei que virá.
Mesmo que dura um momento, e depois a chuva recomece com tudo.
Afinal, são chuvas e lágrimas de verão!
E não deixemos o verão pra mais tarde.

Cria a dor, cria e atura.

Postado por Tatiana Rodrigues | domingo, dezembro 16, 2007 | 0 comentários »

Passada uma semana à espera de algo novo a dizer, a "frase guia" continua a mesma:



"Todo dia de manhã é nostalgia das besteiras que fizemos ontem"





É fato.

De ontem em Diante

Postado por Tatiana Rodrigues | domingo, dezembro 09, 2007 | 3 comentários »

"De ontem em diante serei o que sou no instante agora

Onde ontem, hoje e amanhã são a mesma coisa

Sem a idéia ilusória de que o dia, a noite e a madrugada são coisas distintas

Separadas pelo canto de um galo velho

Eu apóstolo contigo que não sabes do evangelho

Do versículo e da profecia

Quem surgiu primeiro? o antes, o outrora, a noite ou o dia?

Minha vida inteira é meu dia inteiro

Meus dilúvios imaginários ainda faço no chuveiro!

Minha mochila de lanches?

É minha marmita requentada em banho Maria!

Minha mamadeira de leite em pó

É cerveja gelada na padaria

Meu banho no tanque?

É lavar carro com mangueira

E se antes um pedaço de maçã

Hoje quero a fruta inteira

E da fruta tiro a polpa... da puta tiro a roupa

Da luta não me retiro

Me atiro do alto e que me atirem no peito

Da luta não me retiro...

TODO DIA DE MANHÃ É NOSTALGIA DAS BESTEIRAS QUE FIZEMOS ONTEM"
Fernando Anitelli


E como fazemos besteiras, como insistimos nas já cometidas, arrependidas e juradas de não serem mais repetidas.
E como faz bem tais "erros".
Alimenta a alma e dá mais gás, mais fogo pra continuar ..
Sentir todo o tesão do sim e do não. Misturar o querer com o poder, se libertar e não respeitar à convenção alguma, ser fiel apenas aos próprios desejos.
Nesses momentos o impulso se torna o controle e tudo descontrola-se.
Irônico.
Ahh.. como quero essas ironias, contradições...
como eu quero besteiras, nostalgias e descontroles...

Vamos fugir às regras e ser nós mesmos, mesmo não sabendo quem somos.
Acho que é exatamente isso que esses momentos nos mostra: quem realmente somos,e o que nos dá prazer de fazer, mas por conveniência nos privamos. Por isso o arrependimento quase que momentâneo; mas depois, passado isso, vem as lembranças e a vontade de repetir, e repetir...
se descobrir de novo, se perder sempre...

E se vc me achar por ai, me chame.. mas não me busque! junte-se a mim e seja mais um bobo nostálgico cheio d histórias..

Ahhhhhhhh!!
Quero isso todo dia!
Quero isso agora!

Brilha onde Estiver

Postado por Tatiana Rodrigues | quarta-feira, dezembro 05, 2007 | 3 comentários »

Eita fase complicada..
pra onde ir? o que fazer? quem escutar?
tantas opiniões, tanta coisa pra pesar...
O que eu realmente quero? qual a melhor escolha?
tantas expectativas, tanto medo de não fazer o certo.
E se eu decepcionar? e se tiver desistindo cedo demais?
tantos questionamentos, tão pouco tempo..
Eita fase estranha..

Só sei que quero brilhar..
seja onde estiver!

Último Romance

Postado por Tatiana Rodrigues | terça-feira, dezembro 04, 2007 | 2 comentários »

Me pergunto, hoje em especial, pq tamanha capacidade pra idealizar cenas perfeitas, sonhar acordada com algo que sequer aconteceu. Que provalvelmente não acontecerá. Tá, todos sonham com algo, mas o que me apavora é o fato de que eu acredito tanto no que imagino, que começo a viver e a planejar meus próximos passos baseada nas minhas vontades ilusórias.
Loucura, carência, falta de emoção na realidade.. é, tudo isso pode ser uma justificativa, mas acredito mesmo que seja um desejo que devora de reviver um último romance, de recriá-lo sem defeitos, corrigir os motivos do hiato.
Fazer de novo o diferente, do meu jeito. Não que seja o ideal, mas é o que idealizo, é o que tento fazer real, mas que foge entre meus dedos, porque afinal não depende de mim..
"Do nosso amor a gente é quem sabe", dos nossos desvaneios também.
A questão é: insistir neles ou viver a vida sem ilusão, sem fantasias?