Álbum de nostalgias

Postado por Tatiana Rodrigues | segunda-feira, setembro 08, 2008 | 6 comentários »

Sinto saudades daquilo que não vivi, das pessoas que não conheci e dos momentos de sorrisos que me fizeram esquecer das lágrimas que insistiam em serem derramadas em minhas tristes faces. Sinto as emoções que me fizeram perder o fôlego em algum momento da minha vida, voltar em formato de nostalgia. Alimento-me disso e assim vou nessa caminhada sem destino certo. Como já disse Paulo Bonfim, “Passamos uma época de nossas vidas colecionando emoções, e outra, colecionando saudades”, lembrando dessa frase me questiono se tão nova já não me permito sentir tais “friozinhos na barriga” e me limito a apenas ser uma colecionadora de melancolias. Num ímpeto levanto-me da cama, aquecida pelo meu edredom cor-de-rosa e decido que há muito o que viver e não será olhando um álbum imaginário de recordações que irei completá-lo. Certa vez escutei uma frase, não sei bem onde, se foi em alguma música ou em conversas de ponto de ônibus, que era mais ou menos assim: “Amanhã é o primeiro dia do resto da minha vida” e hoje, nesse dia nublado, sem expectativa de luz e calor, essa frase me perturba em um ritmo descompassado. Irei fazer do pouco que me resta, uma história em cinza e branco ou encherei meu álbum com imagens de coloridos infinitos e lembranças ainda mais felizes? A partir do instante agora me torno grande, em pensamentos e ações, e como Aristóteles já deixou registrado: "A grandeza não consiste em receber honras, mas merecê-las” e com honras e merecimentos meu livro se fará completo.

Ragga - Informação não tem preço

Postado por Tatiana Rodrigues | quarta-feira, setembro 03, 2008 | 2 comentários »

Uma nova maneira de fazer Jornalismo. Falar aos jovens, mudar o mundo.

A Revista Ragga foi fundada no ano de 2005, por três jovens sócios. O projeto inicial, tinha como principal foco os esportes extremos, que continua com forte influência na revista, mas com a expansão desta, outros assuntos começaram a ser abordados, principalmente comportamento e cultura radical. Atividades como Assessoria de Eventos, criação de sites de ensaios sensuais femininos, passaram a fazer parte da linha editorial. O sucesso do site despertou o interesse dos Associados Minas, que buscavam uma nova linha, a fim de atrair também o público jovem, e compraram parte da empresa, o que proporcionou a convergência de mídias. A Ragga deixa de ser apenas revista, e ganha espaços no jornal Estado de Minas, com o caderno Ragga Drops,na Rádio Guarani, na TV Alterosa, além de um site no portal Uai.


As editoras do Caderno Ragga Drops e da Revista Ragga, Thaís Pacheco e Sabrina Abreu, enfatizam a interatividade existente entre o público e a equipe. Leitores não só sugerem pautas, mas também como colaboradores, participam das edições. A seção "Quem é Ragga" é muito procurada, pois as pessoas procuram se ver, nas coberturas de festas realizadas. E aqui, segundo Sabrina, "notícia boa, também é notícia".


A Revista utiliza de uma linguagem livre, direcionada aos jovens, podem expressar opiniões, porém, não deixam de ter o compromisso com a apuração. No caderno, possuem limitações, por este, estar inserido no Estado de Minas, jornal tradicional, de linguagem padrão. Independente de que meio estejam inseridos, a Ragga mantém a ideologia inicial de "Mudar o Mundo", através da informação.


O público-alvo do caderno Ragga Drops são adolescentes de 13 a 19 anos, já a Revista Ragga abrange dos 19 aos 35 anos. A revista é independente, mas conta com anunciantes de produtos que atendem às classes média e média-alta, seus principais leitores. A distribuição da revista é feita de forma gratuita, em lojas parceiras e conta com uma tiragem mensal de 10 mil exemplares.

Saiba mais no site da Ragga

Texto de Miriane Barbosa e Tatiana Rodrigues

Sem rota

Postado por Tatiana Rodrigues | quinta-feira, julho 31, 2008 | 5 comentários »

Me guio sem norte, sem bússula e sem rumo.
Sem sorte aprendo a seguir instintos
Extinto qualquer forma de sabedoria racional
Sons e palavras descompassadas formam um trilho sem sentido

É um caminho sem destino, passos que não levam a um objetivo
É o impulso animal, o pulo do gato
É o nada que leva a lugar nenhum
O eu buscando o alguém
Encontrando ninguém.

O fascínio de uma torcida

Postado por Tatiana Rodrigues | segunda-feira, julho 14, 2008 | 10 comentários »


Não sou fã de esportes. Sempre fui péssima em tudo que envolve esforço físico e não sou das mais pacientes pra ver jogos na TV. Mas uma coisa me fascina de uma forma que ainda não sei como expressar: ir ao mineirão ver o galo jogar e ao mineirinho ver a seleção de vôlei.
Não vou entrar na questão de competências, vitórias ou perdas, até porque se fosse falar disso, não escolheria hoje, já que não nos demos muito bem no clássico futebolístico.
O objeto do meu fascínio e que me tira a concentração das próprias partidas é a torcida. Chega a ser mágico pessoas diferentes, com histórias e motivações distintas reunidas em uma só paixão. O grito uníssono de comemoração, raiva, motivação traduz o envolvimento de cada um ali com o mesmo objetivo: a vitória.
Me tira o fôlego ver a massa preta e branca fazendo a ôla e entoando o hino da nação alvinegra. Ou a torcida verde e amarela continuando a cantar o hino nacional ao parar o som e numa demonstração de patriotismo dizer "pátria amada Brasil".
Uma reunião de almas que encanta cada vez que presencio! Pra quem nunca teve o prazer de sentir essa emoção, recomendo que vá. Naquela listinha de três coisas que se deve fazer durante a vida (ter um filho, plantar uma árvore e escrever um livro), acrescento ir a um estágio de futebol ou a um ginásio ver a seleção. Garanto que é uma lembrança que será guardada por muito tempo.

Aurora

Postado por Tatiana Rodrigues | terça-feira, julho 01, 2008 | 12 comentários »


Estava estática.
Meus olhos não conseguiam acreditar no que viam, meu corpo não respondia a qualquer impulso e as palavras simplesmente não se libertavam de mim. Era a primeira vez que me sentia tão vulnerável e aquilo, estranhamente, não me incomodava. Pelo contrário, me sentia plenamente segura naquele lugar que eu nunca havia estado antes e com aquele ser, que jamais havia visto.
Não me lembro exatamente que lugar era esse, mas as cores ali, eram mais coloridas que em qualquer outro. Da voz daquele ser tão enigmático e sedutor, as palavras saiam como melodia: "confie em mim." Como poderia? nem o seu nome eu sabia, apenas o segui, como que por efeito de algum encanto. O fato é que confiava. O brilho dos olhos dele bastava para que eu pensasse em nada, apenas ficasse ali, quieta. Nunca fui do tipo aventureira, poderia considerar um acampamento com a escola, a coisa mais radical que já feito e no entanto ali estava eu, numa aventura que nem ao menos sabia o que significava. "O que fazemos aqui?" Finalmente consegui pronunciar algo, a voz falhava e não obtinha resposta. Senti a sua mão fria dele tocar a minha trêmula. Neste instante foi como se tudo o que já vivera antes fosse tão insignificante que sequer fazia parte da minha memória mais. As cores, tão presentes na minha lembrança daquele dia, ganharam formas, as mais lindas que poderia ter visto. Uma música parecia embalar aquela cena, era tudo tão perfeito que foi impossível segurar as lágrimas. Olhei para ele, o responsável pelo momento mais mágico que pude viver, o seu sorriso compunha o cenário e tudo que desejei foi eternizar aquele momento.

Acordei. E essas palavras, aqui registradas são a certeza que não me escapará jamais aquele sonho, que de real só tem a paz que me proporcionou.

Ahn?!

Postado por Tatiana Rodrigues | domingo, junho 22, 2008 | 12 comentários »

Hoje não quero ser eu. Vou me permitir ser quem quiser.
Criar uma imagem em cima de outras que me inspiram e me levariam a um outro fazer. Alías, minha própria mãe diz que sou do tipo que "espera a hora, ao invés de fazer acontecer", pois hoje me levarei a outra dimensão, em que fazer o quiser é a única das leis.
Enxergo-me "um tanto bem maior", não no sentido físico, apesar de realmente ser pequenina. Mas maior ao fazer a diferença, em não me "acomodar com o que incomoda" e não me retirar da luta sem vitória alcançada.
Serei a melodia de uma canção de Amarante, a magia proposta por Anitelli e a rebeldia de Buckley.
Terei o estilo peculiar de Amy e gritarei como Alanis.
Serei o fogo encantado presente em um Cordel e a doçura disfarçada numa voz feminina.

"Existe aqui uma mulher
uma bruxa, uma princesa
uma diva, que beleza
escolha o que quiser..."
Ana Canãs


Serão vários em mim e eu em ninguém.
Quem sou eu mesma???

Postado por Tatiana Rodrigues | sexta-feira, junho 20, 2008 | 10 comentários »


Hoje fui a uma premiação dos melhores plantadores de milho da região. Três horas tendo uma verdadeira aula sobre qual a melhor forma de plantio, quais os cuidados necessários para uma boa colheita e como combater as pragas. Claro que não achei isso divertido, alías, lutei diversas vezes contra o tédio e o sono que pesavam os meus olhos. Um senhor que se sentava ao meu lado, bem na primeira fileira, foi menos guerreiro, dormiu durante todas as paletras.

Cobria o meu primeiro evento como jornalista do jornal Observador, era inevitável me sentir importante ali, com roupinha de jornalista (me vesti estilo Patrícia Poeta heehe) , agenda na mão, máquina a postos para o melhor clique. Tá, o evento não era neem de longe algo que me interessava, mas quem disse que vida de jornalista é só festa no Ouro Minas ou no Palácio da Liberdade, não é mesmo?!

Durante as intermináveis horas de slides, "bom dia", "o bom agricultor deve saber", "e o vencedor é".. minha mente viajou em vários momentos. Imaginei como seria bom encontrar um filho de fazendeiro rico e bonito (é.. ficou só na imaginação), como seria acabar com as "pragas" que permanecem nas nossas vidas e até se me enriqueceria se plantasse uns milhos no jardim de casa. Desisti da idéia quando vi os prêmios para os melhores do ano: um troféu (em forma de...... milho, claro!), utensílios super master como, furadeira, maleta de ferramentas e um super estiloso boné dos patrocinadores!

Agora tentarei lembrar o que exatamente aconteceu ali para escrever a matéria que será publicada no jornal!
Espero que 99% dos leitores se interessem e entendam do assunto tanto quanto eu!

Mas antes, vou ali na cozinha comer um milho com sal! =) está servido??!!